HERCINEMA LUÍSA SEQUEIRA Palestra/Performance @fotografialusofona Nesta palestra performática, Luísa Sequeira apresenta HerCinema, uma proposta in media res que convoca imagens de arquivo reativadas para criar uma nova narrativa cinematográfica. Num gesto de resistência e memória, a artista convoca mulheres apagadas pela história dominante do cinema, devolvendo-lhes voz e presença. HerCinema configura-se como um espaço de montagem, imaginação e criação, onde o female gaze desafia representações hegemónicas e reinscreve a mulher enquanto narradora, autora e produtora de sentido. Através da reconfiguração do arquivo, emergem novas perspetivas — poéticas, políticas e feministas.
HerCinema / Luísa Sequeira
Luísa Sequeira é artista, realizadora, curadora e investigadora independente. O seu trabalho, ancorado no arquivo e no cinema expandido, reativa narrativas feministas silenciadas e desafia estruturas hegemónicas de representação. Juntamente com o artista Sama, é cofundadora da Oficina Imperfeita, um espaço dedicado a práticas anti-hegemónicas. A sessão será conduzida por Ângela Ferreira e é promovida pela fotografia lusofona e pelo Mestrado em Fotografia, no âmbito da Unidade Curricular Seminários Interdisciplinares, conectando estudantes, artistas e investigadores num espaço de reflexão crítica sobre práticas artísticas contemporâneas
SAVE THE DATE + 17 de dezembro | 15h → Entrada livre Universidade Lusófona
Seleção Nacional, sob o mote “A Pedra Ainda Espera Dar Flor” com curadoria de Carlos Natálio (professor e crítico de cinema), Joana Gusmão (produtora e programadora) e Luísa Sequeira (artista, cineasta e programadora), o programa inspira-se no título de um livro de Raul Brandão para refletir sobre a representação da infância, adolescência e entrada na idade adulta no cinema português.
Seleção Nacional, sob o mote “A Pedra Ainda Espera Dar Flor”
No novo capítulo de Seleção Nacional, sob o mote “A Pedra Ainda Espera Dar Flor” terminamos o ano, com “Lavado em Lágrimas”, de Rosa Coutinho Cabral, apresentado no dia 10 de dezembro. O filme conta a história de Ana, órfã de mãe e negligenciada pelo pai, que enfrenta em silêncio um drama a solidão, até ao encontro com João, jornalista que tenta resgatá-la daquele destino.
A programação arrancou a 10 de setembro com “A Cara Que Mereces”, a primeira longa-metragem de Miguel Gomes, que acompanha um homem em plena crise de meia-idade, reticente com a chegada à idade adulta.“Verão Danado”, de Pedro Cabeleira, um olhar sobre a intensidade e o desassossego de uma geração. Uma Rapariga no Verão”, de Vítor Gonçalves, retrato sensível do crescimento e das inquietações de uma juventude que ambiciona mais do que lhe é dado.
Sofia e a Educação Sexual”, a estreia de Eduardo Geada. Rodado em plena ditadura e proibido até ao 25 de Abril, o filme mostra o regresso de uma jovem a Cascais, onde se depara com uma sociedade burguesa marcada pela hipocrisia e decadência. Esta sessão contou com a presença de Eduardo Geada que conversou com Luísa Sequeira.
“Os Mutantes”, de Teresa Villaverde, terceiro filme da realizadora, que acompanha três adolescentes lisboetas, sobreviventes de lares disfuncionais que encontram na amizade a comunidade possível.
Finissage da exposição Inventário do Fim do Mundo de Sama & Luísa Sequeira. Dia 29 de novembro às 17h, último dia para ver a exposição! Performance às 18h30 com Bad Cinema, com Sama, Veredas e Luísa Sequeira
Bad Cinema, da esquerda para a direita, Sama, Luísa Sequeira e Veredas
INVENTÁRIO DO FIM DO MUNDO é o título de uma exposição do duo de artistas, Sama & Luísa Sequeira, que ocupou a Galeria Porto ao Porto no decorrer de Novembro de 2025 na cidade do Porto em Portugal. A exposição teve a curadoria de Fabiano Fernandes e da Oficina Imperfeita. “Inventário do Fim do Mundo” é uma alegoria ao fim do mundo, nos parâmetros ocidentais que nós conhecíamos até então, pois, segundo os próprios artistas, sob a força dos recentes factos e eventos sócio-políticos-econômicos da história, chegamos a um ponto de ruptura irreversível.
A miscelânea de linguagens e suportes das obras, mostram ao público as possibilidades e o poder crítico da Arte Contemporânea, quando aplicados por artistas engajados sobre as questões de seu tempo. Na exposição podemos contemplar desenhos, pinturas, objectos, instalações e vídeos, que ao longo dos anos vieram a construir um corpo de trabalho, tanto coletivo como individual, de obras artísticas que diferem-se nas questões formais, mas se encaixam na definição de anti-hegemônicas.
Nesta ocupação da Galeria Porto ao Porto, o público contemplou uma exposição que foi composta na sua maior parte, por trabalhos inéditos da dupla, Sama & Luísa Sequeira, onde encontramos referências ao Cinema B, à Política, às Distopias da Ficção Científica, BDs etc… Temas caros a ambos os artistas, que vão da observação crítica e poética da realidade quotidiana, como as emergências de Estados Policiais para qual rumamos, a perda de direitos sociais adquiridos, até os cenários de conflitos reais que estão a ocorrer como Palestina e Ucrânia, além dos latentes cenários de tensão na Venezuela e Taiwan. Há na exposição uma denúncia, e ao mesmo tempo, um convite à reflexão sobre o mal-estar geral deste primeiro quarto de século XXI no Norte Global. Parte das obras da exposição nos são apresentadas como uma releitura de referências à Cultura Pop, mas não num aspecto nostálgico, mas sim de uma forma mais ácida e demolidora, expondo os efeitos das tendências tecno-neoliberais, que aceleram o colapso ambiental e o declínio do modo de vida ocidental. Entretanto, há espaço para um vislumbre de esperança, numa reverência ao sagrado feminino e a nossa ancestralidade comum.
Luísa Sequeira é artista, realizadora, curadora e investigadora independente, com doutoramento em Artes dos Media.Transita em diferentes plataformas, integrando colagem, práticas de arquivo e cinema expandido. Grande parte da sua investigação centra-se na reconstrução de narrativas feministas na arte e no cinema, recriando uma constelação de imagens que desafiam o poder falocêntrico.
Realizou vários filmes e os seus trabalhos foram exibidos em diversas bienais nacionais e internacionais, bem como em cinematecas e festivais de cinema. O seu trabalho foi apresentado em instituições como o IFF Rotterdam, a Mostra de São Paulo, a Bienal de Kaunas, o Cinema Museum em Londres, a Cinemateca do MAM, e universidades como Oxford, Massachusetts Dartmouth, Nottingham, Leeds e Birmingham, onde foi recentemente keynote convidada, realizando uma palestra/performance.
Juntamente com o artista Sama, é cofundadora da Oficina Imperfeita, um espaço dedicado ao desenvolvimento e prática de arte anti-hegemónica.
Sama (Eduardo Felipe Dutra) é um artista brasileiro que vive e trabalha em Portugal. Integrou a geração 2000 da Escola de Artes Visuais do Parque Lage no Rio de Janeiro. Sua produção constitui um “Atlas”, que se desdobra por linguagens e dispositivos como: Desenho, Pintura, Escrita, Colagem, Performance, Objeto, Teatro, Arte Sonora, Comix e Cinema Experimental. Seu interesse é referente ao impacto da cultura de massas na poética contemporânea, mas a partir de um ponto de vista periférico e anticolonial. Sama integrou exposições individuais e coletivas no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Lisboa, Porto, Beja, Londres, Mindelo e Viena. Participou em várias bienais, entre elas; a I e a II Bienal Internacional de Histórias em Quadrinhos do Rio de Janeiro, sob o nome “Eduardo Felipe”, e as: Bienal de Arte Contemporânea de Gaia e Bienal Internacional de Arte de Cerveira, sob o pseudônimo, “Sama”.