Organizada pela associação XX Element Project, a nona edição do Festival Internacional de Cinema “Porto Femme”, que decorre até domingo em várias salas da Cidade Invicta, prestou homenagem a Raquel Soeiro de Brito, geógrafa, investigadora e cineasta que celebrou recentemente o centenário do seu nascimento, e que realizou alguns trabalhos sobre Macau.
Conversa com Ana Catarina Pereira
Sessão As Pioneiras do Cinema Português com Ricardo Vieira Lisboa
Com Ana Catarina Pereira, Luisa Sequeira, Ricardo Vieira Lisboa e moderação de Ana Sofia Pereira. 22 de abril, Cinema Batalha no âmbito do Porto Femme
Uma conversa sobre a presença das mulheres na história do cinema, partindo do seu apagamento histórico e das invisibilidades que continuam a re-petir-se. Entre mitos, ficções e verdades não reve-ladas, propõe-se refletir sobre a importância dos arquivos das mulheres e o seu papel fundamental na recuperação, preservação e reativação destas histórias.
A conversation about the presence of women n the history of cinema and their historical and on-going erasure. Between myths, fictions and unita truths, we reflect on the importance of archives ont their fundamental role in salvaging, preserving and bringing back to light these women’s stories.
Ana Sofia Pereira, Ricardo Vieira Lisboa, Luisa Sequeira e Ana Catarina Pereira.
Festival Porto Femme / Local: Galeria Nuno Centeno
Inauguração 18 de Abril às 17h30
Etimologicamente, a palavra curadoria vem do latim curare, que significa literalmente cuidar e, ao mesmo tempo, curare é um potente veneno de ação paralisante… As mulheres sempre foram associadas ao papel de cuidadoras, mas em contextos privados, como cuidar dos filhos, dos pais ou de familiares doentes, ou seja, um trabalhonão remunerado que sustenta a economia invisível. A presença das mulheres no espaço público é uma conquista recente, e longe de estar concluída. Por isso, tantas artistas assumem a curadoria como extensão da sua prática: um gesto de reivindicar um espaço que sempre lhes foi negado.
Enquanto curadora, interessa-me criar uma tessitura — convocar diferentes trabalhos para dialogarem entre si. Este gesto de montagem, historicamente associado ao feminino, sobretudo no cinema, serve de ponto de partida para este programa.
“De la femme”, é um ensaio visual de Caterina Cucinotta e Jesús López, que convoca a montadora russa Elizaveta Svilova (1900-1975) para estabelecer uma ligação entre moda e cinema, aproximando a profissão de costureira à de montadora. Ao fazê-lo, resgata também um tempo em que muitas mulheres desempenhavam um papel central na montagem cinematográfica.
O segundo vídeo mantém uma forte relação com a moda e com a roupa que acumulamos. Estefânia Almeida apresenta a performance-manifesto “Não estou à venda”. Desde a organização das peças até à sua desconstrução performativa, esta ação reivindica liberdade e recusa identidades fixas.
Nesse fluxo surge o terceiro vídeo, “Intrusa[s]”, de Cristina Cavalcanti, inspirado na história de Kathrine Switzer, a primeira mulher a correr oficialmente a Maratona de Boston, que foi violentamente ameaçada pelo diretor da prova. Este trabalho reflete não apenas este episódio, mas todos aqueles em que mulheres foram acusadas de invadir espaços considerados exclusivamente masculinos — muitas vezes com os seus corpos também invadidos por mãos masculinas.
O quarto vídeo é da minha autoria, surge através da mão e do gesto, “Espectros eletromagnéticos #1”, é um vídeo que convoca imagens de várias artistas, mediadas pela luz de um ecrã. Estas mulheres atravessam um portal ao som de Maya Deren (1917-1961). E numa homenagem implícita no título “Ashes of the Afternoon (134 mortes)”, a artista Márcia Bellotti também convoca a cineasta experimental para abordar de forma surrealista, o gesto e a violência presente no quotidiano das pessoas transexuais no Brasil.
“Quebrando o Cobrão”, de Maria Inês Gomes apresenta uma Maria que quase parece a figura da “morte” de Maya Deren, numa tentativa de desfazer um antigo quebranto. Ficção e crença entrelaçam-se num percurso pelos “cantos” ancestrais da serra, onde tradição e intimidade se cruzam.
Por fim, num encontro entre ficção científica e realidade, Ana Vilela apresenta “Clitorian Space Travel”, uma homenagem ao Clitóris, um órgão historicamente negligenciado — cuja real extensão só foi descrita em 1998, a partir do trabalho da urologista Helen O’Conor.Tal como um Ouroboros, este ciclo de vídeos em loop funciona como um eterno retorno, estabelecendo uma ligação contínua entre todas as obras — do primeiro ao último vídeo.
Com o intuito de pensar, valorizar e divulgar o património fílmico nacional, o Batalha comissaria um ciclo anual inteiramente dedicado ao cinema português e à sua história, com uma cadência quinzenal às quartas-feiras. Trata-se de um programa abrangente e organizado tematicamente, composto por obras fundamentais para revisitar e recontextualizar as matrizes do nosso cinema. A segunda edição deste programa, pensado por uma equipa convidada, propõe uma seleção de filmes que se debruçará sobre os diversos territórios e transgressões do cinema nacional de diferentes épocas.
O programa iniciou-se em setembro de 2024, explorando os subsolos do cinema português. Dali seguiu para o fogo dos amores trágicos. Depois, deteve-se na fluidez do crescimento e nas suas fricções. Esta viagem, que começara na solidez — da terra e da ideia —, culmina na volatilidade, na circulação do olhar. Pergunta-se então: que olhares constroem o cinema português? Em Cada Olhar, Um Forasteiro é o título ciclo
A programação da Seleção Nacional conta com a curadoria de Carlos Natálio, Joana Gusmão e Luísa Sequeira. Programa desenvolvido com o apoio da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema.
Dia 25 de março vamos exibir no âmbito no Batalha, centro de Cinema da programação “Seleção Nacional / Em Cada Olhar um Forasteiro” o filme“Terra Estrangeira” realizado por Walter Salles e por Daniela Thomas.
“Terra Estrangeira” realizado por Walter Salles e por Daniela Thomas.
Nas palavras de Walter Salles, “Terra Estrangeira aborda uma sensação de não pertença e de orfandade que os anos Fernando Collor de Mello realçaram. Esse exílio é ao mesmo tempo político, económico e existencial”. É nesta onda de angústia nacional que o brasileiro Paco atravessa um oceano para chegar a Portugal. Lá, encontra outros brasileiros que se sentem cada vez mais estrangeiros, entre eles, Alex (Fernanda Torres) e Miguel (Alexandre Borges).
Mais informações sobre a programação da Seleção Nacional: Em Cada Olhar, Um Forasteiro no site Batalha Centro de Cinema
Conversa com Luísa Sequeira e Manuela Tavares após exibição do filme “O Que Podem as Palavras”. Organizado pela UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, MDM – Movimento Democrático de Mulheres, AMPLOS – Associação de Mães e Pais.
A exibição e a conversa decorreu no dia 9 de março no âmbito das comemorações do dia Internacional da Mulher em Almada. Salão da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (SFIA)
Programação e curadoria artística da 3ª edição do Cine Amadora – Mostra dedicada ao cinema dos países de língua portuguesa, integrando uma programação diversificada que inclui exibições, workshops e masterclasses, de acesso gratuito ao público. A edição contou com a participação de diversos artistas convidados, destacando-se a realização de um cineconcerto por Tó Trips e Helena Espvall, que musicaram ao vivo o filme “Os Faroleiros” (1922). Este ano o realizador homenageado foi o Basil da Cunha e a Escola Superior de Teatro e Cinema.
Realizador Basil da Cunha com Luísa Sequeira
Concerto KNOT3 com Toni Fortuna e Selma UamusseSama a conversar com David Santos, Noiserv, após exibição da curta “”Happier, Happier, Happier”
O encerramento do Cine Amadora foi marcado por um cine-concerto especial: Os Faroleiros (1922), acompanhado ao vivo por Tó Trips e pela violoncelista Helena Espvall.
Os Faroleiros” (1922) musicado ao vivo por Tó Trips e Helena Espvall
HERCINEMA LUÍSA SEQUEIRA Palestra/Performance @fotografialusofona Nesta palestra performática, Luísa Sequeira apresenta HerCinema, uma proposta in media res que convoca imagens de arquivo reativadas para criar uma nova narrativa cinematográfica. Num gesto de resistência e memória, a artista convoca mulheres apagadas pela história dominante do cinema, devolvendo-lhes voz e presença. HerCinema configura-se como um espaço de montagem, imaginação e criação, onde o female gaze desafia representações hegemónicas e reinscreve a mulher enquanto narradora, autora e produtora de sentido. Através da reconfiguração do arquivo, emergem novas perspetivas — poéticas, políticas e feministas.
HerCinema / Luísa Sequeira
Luísa Sequeira é artista, realizadora, curadora e investigadora independente. O seu trabalho, ancorado no arquivo e no cinema expandido, reativa narrativas feministas silenciadas e desafia estruturas hegemónicas de representação. Juntamente com o artista Sama, é cofundadora da Oficina Imperfeita, um espaço dedicado a práticas anti-hegemónicas. A sessão será conduzida por Ângela Ferreira e é promovida pela fotografia lusofona e pelo Mestrado em Fotografia, no âmbito da Unidade Curricular Seminários Interdisciplinares, conectando estudantes, artistas e investigadores num espaço de reflexão crítica sobre práticas artísticas contemporâneas
SAVE THE DATE + 17 de dezembro | 15h → Entrada livre Universidade Lusófona
Seleção Nacional, sob o mote “A Pedra Ainda Espera Dar Flor” com curadoria de Carlos Natálio (professor e crítico de cinema), Joana Gusmão (produtora e programadora) e Luísa Sequeira (artista, cineasta e programadora), o programa inspira-se no título de um livro de Raul Brandão para refletir sobre a representação da infância, adolescência e entrada na idade adulta no cinema português.
Seleção Nacional, sob o mote “A Pedra Ainda Espera Dar Flor”
No novo capítulo de Seleção Nacional, sob o mote “A Pedra Ainda Espera Dar Flor” terminamos o ano, com “Lavado em Lágrimas”, de Rosa Coutinho Cabral, apresentado no dia 10 de dezembro. O filme conta a história de Ana, órfã de mãe e negligenciada pelo pai, que enfrenta em silêncio um drama a solidão, até ao encontro com João, jornalista que tenta resgatá-la daquele destino.
A programação arrancou a 10 de setembro com “A Cara Que Mereces”, a primeira longa-metragem de Miguel Gomes, que acompanha um homem em plena crise de meia-idade, reticente com a chegada à idade adulta.“Verão Danado”, de Pedro Cabeleira, um olhar sobre a intensidade e o desassossego de uma geração. Uma Rapariga no Verão”, de Vítor Gonçalves, retrato sensível do crescimento e das inquietações de uma juventude que ambiciona mais do que lhe é dado.
Sofia e a Educação Sexual”, a estreia de Eduardo Geada. Rodado em plena ditadura e proibido até ao 25 de Abril, o filme mostra o regresso de uma jovem a Cascais, onde se depara com uma sociedade burguesa marcada pela hipocrisia e decadência. Esta sessão contou com a presença de Eduardo Geada que conversou com Luísa Sequeira.
“Os Mutantes”, de Teresa Villaverde, terceiro filme da realizadora, que acompanha três adolescentes lisboetas, sobreviventes de lares disfuncionais que encontram na amizade a comunidade possível.
Finissage da exposição Inventário do Fim do Mundo de Sama & Luísa Sequeira. Dia 29 de novembro às 17h, último dia para ver a exposição! Performance às 18h30
Inventário do fim do Mundo
INVENTÁRIO DO FIM DO MUNDO é o título de uma exposição do duo de artistas, Sama & Luísa Sequeira, que ocupou a Galeria Porto ao Porto no decorrer de Novembro de 2025 na cidade do Porto em Portugal. A exposição teve a curadoria de Fabiano Fernandes e da Oficina Imperfeita. “Inventário do Fim do Mundo” é uma alegoria ao fim do mundo, nos parâmetros ocidentais que nós conhecíamos até então, pois, segundo os próprios artistas, sob a força dos recentes factos e eventos sócio-políticos-econômicos da história, chegamos a um ponto de ruptura irreversível.
A miscelânea de linguagens e suportes das obras, mostram ao público as possibilidades e o poder crítico da Arte Contemporânea, quando aplicados por artistas engajados sobre as questões de seu tempo. Na exposição podemos contemplar desenhos, pinturas, objectos, instalações e vídeos, que ao longo dos anos vieram a construir um corpo de trabalho, tanto coletivo como individual, de obras artísticas que diferem-se nas questões formais, mas se encaixam na definição de anti-hegemônicas.
Nesta ocupação da Galeria Porto ao Porto, o público contemplou uma exposição que foi composta na sua maior parte, por trabalhos inéditos da dupla, Sama & Luísa Sequeira, onde encontramos referências ao Cinema B, à Política, às Distopias da Ficção Científica, BDs etc… Temas caros a ambos os artistas, que vão da observação crítica e poética da realidade quotidiana, como as emergências de Estados Policiais para qual rumamos, a perda de direitos sociais adquiridos, até os cenários de conflitos reais que estão a ocorrer como Palestina e Ucrânia, além dos latentes cenários de tensão na Venezuela e Taiwan. Há na exposição uma denúncia, e ao mesmo tempo, um convite à reflexão sobre o mal-estar geral deste primeiro quarto de século XXI no Norte Global. Parte das obras da exposição nos são apresentadas como uma releitura de referências à Cultura Pop, mas não num aspecto nostálgico, mas sim de uma forma mais ácida e demolidora, expondo os efeitos das tendências tecno-neoliberais, que aceleram o colapso ambiental e o declínio do modo de vida ocidental. Entretanto, há espaço para um vislumbre de esperança, numa reverência ao sagrado feminino e a nossa ancestralidade comum.
Luísa Sequeira é artista, realizadora, curadora e investigadora independente, com doutoramento em Artes dos Media.Transita em diferentes plataformas, integrando colagem, práticas de arquivo e cinema expandido. Grande parte da sua investigação centra-se na reconstrução de narrativas feministas na arte e no cinema, recriando uma constelação de imagens que desafiam o poder falocêntrico.
Realizou vários filmes e os seus trabalhos foram exibidos em diversas bienais nacionais e internacionais, bem como em cinematecas e festivais de cinema. O seu trabalho foi apresentado em instituições como o IFF Rotterdam, a Mostra de São Paulo, a Bienal de Kaunas, o Cinema Museum em Londres, a Cinemateca do MAM, e universidades como Oxford, Massachusetts Dartmouth, Nottingham, Leeds e Birmingham, onde foi recentemente keynote convidada, realizando uma palestra/performance.
Juntamente com o artista Sama, é cofundadora da Oficina Imperfeita, um espaço dedicado ao desenvolvimento e prática de arte anti-hegemónica.
Sama (Eduardo Felipe Dutra) é um artista brasileiro que vive e trabalha em Portugal. Integrou a geração 2000 da Escola de Artes Visuais do Parque Lage no Rio de Janeiro. Sua produção constitui um “Atlas”, que se desdobra por linguagens e dispositivos como: Desenho, Pintura, Escrita, Colagem, Performance, Objeto, Teatro, Arte Sonora, Comix e Cinema Experimental. Seu interesse é referente ao impacto da cultura de massas na poética contemporânea, mas a partir de um ponto de vista periférico e anticolonial. Sama integrou exposições individuais e coletivas no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Lisboa, Porto, Beja, Londres, Mindelo e Viena. Participou em várias bienais, entre elas; a I e a II Bienal Internacional de Histórias em Quadrinhos do Rio de Janeiro, sob o nome “Eduardo Felipe”, e as: Bienal de Arte Contemporânea de Gaia e Bienal Internacional de Arte de Cerveira, sob o pseudônimo, “Sama”.
Hoje, no Batalha, centro de cinema no capítulo “A Pedra Ainda Espera Dar Flor” da Seleção Nacional exibiremos o filme “Sofia e a Educação Sexual”, com a presença do realizador Eduardo Geada.
“Sofia e a Educação Sexual”com a presença do realizador Eduardo Geada.
Estreia de Eduardo Geada, filmado em 1973 e proibido antes do 25 de Abril, o filme acompanha Sofia no regresso a casa após anos num colégio suíço. Em Cascais, confronta-se com o mundo burguês, marcado por hipocrisia e decadência.
“Esse primeiro filme, saturado de símbolos e de uma riqueza imensa de subtextos, afirmaria Eduardo Geada como um cineasta verdadeiramente iconoclasta, isto é, aquele que trabalha para destruir as imagens que dominam os imaginários do desejo, da afirmação do poder, dos papéis de género ou da insurreição política. Destruir imagens para que dos seus escombros se possam erguer outras, eis o propósito do cinema de Eduardo Geada. Naturalmente que um filme desta natureza: seria alvo da censura do Estado Novo.” Ricardo Vieira Lisboa in Eduardo Geada — O olhar do desejo, org. Ricardo Vieira Lisboa (Lisboa: Cinemateca Portuguesa, 2025)
Seleção Nacional: A Pedra ainda Espera Dar Flor
Com o intuito de pensar, valorizar e divulgar o património fílmico nacional, o Batalha comissaria um ciclo anual inteiramente dedicado ao cinema português e à sua história, com uma cadência quinzenal às quartas-feiras. Trata-se de um programa abrangente e organizado tematicamente, composto por obras fundamentais para revisitar e recontextualizar as matrizes do nosso cinema. A segunda edição deste programa, pensado por uma equipa convidada, propõe uma seleção de filmes que se debruçará sobre os diversos territórios e transgressões do cinema nacional de diferentes épocas. Pedindo emprestado o título a um livro de Raúl Brandão, A Pedra ainda Espera Dar Flor, este terceiro capítulo destaca a representação portuguesa da infância, adolescência e início da idade adulta. Como mudam os dilemas e os problemas à medida que vamos adicionando anos e experiência à nossa vida? Como é que, apesar destes obstáculos, persistimos, enraizados na vida? Neste programa que reúne, entre outros, filmes de Miguel Gomes, Cristèle Alves Meira, Pedro Costa ou Teresa Villaverde, o cinema filma a perda de entes queridos, reorganização e pressão familiares, descoberta sexual, procura da independência e diversão sem freio! Curiosamente, este capítulo revela ainda, em vários casos, os primeiros passos dos cineastas, como quem assiste às “dores” e descobertas do seu crescimento artístico.
Curadoria de Carlos Natálio (professor e crítico de cinema), Joana Gusmão (produtora e programadora) e Luísa Sequeira (cineasta e programadora)
Programa desenvolvido com o apoio da Cinemateca Portuguesa — Museu do Cinema