Seleção Nacional, sob o mote “A Pedra Ainda Espera Dar Flor” com curadoria de Carlos Natálio (professor e crítico de cinema), Joana Gusmão (produtora e programadora) e Luísa Sequeira (artista, cineasta e programadora), o programa inspira-se no título de um livro de Raul Brandão para refletir sobre a representação da infância, adolescência e entrada na idade adulta no cinema português.

No novo capítulo de Seleção Nacional, sob o mote “A Pedra Ainda Espera Dar Flor” terminamos o ano, com “Lavado em Lágrimas”, de Rosa Coutinho Cabral, apresentado no dia 10 de dezembro. O filme conta a história de Ana, órfã de mãe e negligenciada pelo pai, que enfrenta em silêncio um drama a solidão, até ao encontro com João, jornalista que tenta resgatá-la daquele destino.
A programação arrancou a 10 de setembro com “A Cara Que Mereces”, a primeira longa-metragem de Miguel Gomes, que acompanha um homem em plena crise de meia-idade, reticente com a chegada à idade adulta.“Verão Danado”, de Pedro Cabeleira, um olhar sobre a intensidade e o desassossego de uma geração. Uma Rapariga no Verão”, de Vítor Gonçalves, retrato sensível do crescimento e das inquietações de uma juventude que ambiciona mais do que lhe é dado.
Sofia e a Educação Sexual”, a estreia de Eduardo Geada. Rodado em plena ditadura e proibido até ao 25 de Abril, o filme mostra o regresso de uma jovem a Cascais, onde se depara com uma sociedade burguesa marcada pela hipocrisia e decadência. Esta sessão contou com a presença de Eduardo Geada que conversou com Luísa Sequeira.
“Os Mutantes”, de Teresa Villaverde, terceiro filme da realizadora, que acompanha três adolescentes lisboetas, sobreviventes de lares disfuncionais que encontram na amizade a comunidade possível.
