Filmes de Luísa Sequeira na Cinemateca no ciclo “As Pioneiras do Cinema Português”.

AS PIONEIRAS DO CINEMA EM LÍNGUA PORTUGUESA
QUEM É BÁRBARA VIRGÍNIA?
filmes de Luísa Sequeira
Portugal, 2017-2023 – 15, 77 min

AS PIONEIRAS DO CINEMA EM LÍNGUA PORTUGUESA ( Luísa Sequeira)

Duração total da projeção: 92 min | M/12

QUEM É BÁRBARA VIRGÍNIA? é um “roadmovie documental” onde uma realizadora, Luísa Sequeira, procura os vestígios da carreira multifacetada de Bárbara Virgínia, a primeira mulher a realizar uma longa-metragem sonora em Portugal. “Este é um trabalho de arqueologia emocional e humana que traz à tona a vida e a obra de uma mulher que muito fez pela cultura lusófona”. Filmado em Portugal e no Brasil, este é um documentário intimista coberto pelo luto. É que quatro dias após Luísa Sequeira aterrar em São Paulo para a entrevistar, Bárbara Virgínia morreu (aos 91 anos), sem que as duas se chegassem a conhecer. A abrir a sessão apresenta-se o episódio piloto da série AS PIONEIRAS DO CINEMA EM LÍNGUA PORTUGUESA, através da qual Sequeira apresenta a história de várias mulheres cineastas. Neste primeiro e único episódio (a série ainda não conseguiu financiamento), refere-se o trabalho de algumas das primeiras realizadoras internacionais (Alice Guy-Blaché, Lotte Reiniger) e foca-se na figura de Carmen Santos, atriz e realizadora brasileira nascida em Portugal. “Uma reflexão filmada acerca do lugar atribuído e negado a mulheres cujas visões e criatividade essenciais resistiram ao apagamento que lhes foi sendo dedicado” (Maria João Madeira)

Parto e Permanência

Bárbara Fonte, Estefânia r., Luísa Sequeira, Virginia de Diego

Instalação Audio Visual

16 Mai — 20 Jun, 2026

Adorna
Rua do Rosário 147, Porto

“Parto e Permanência” imagem de Luísa Sequeira

“Parto e Permanência” afirma-se como um espaço de encontro entre o íntimo e o político, partindo da convicção de que aquilo que foi muitas vezes remetido para a esfera privada, o corpo, a maternidade, a família, a memória e a linguagem, constitui, na verdade, um território profundamente colectivo, atravessado por relações de poder, heranças culturais e gestos de resistência. Ao reunir as práticas de Bárbara Fonte, Estefânia r., Luísa Sequeira e Virgínia de Diego, esta exposição propõe uma reflexão sobre formas de existência, transmissão e transformação inscritas na experiência feminina.

Não será por acaso que aqui se convocam mulheres que, de diferentes modos, evocam a figura das pioneiras, das parturientes, das mães-corpos-que-geram, sustentam, transmitem e permanecem. Mais do que um lugar de origem, o parto surge como metáfora de criação e continuidade.

Bárbara Fonte remete à construção simbólica da figura feminina no contexto português, articulando referências religiosas e culturais que moldaram historicamente os papéis de género.

Luísa Sequeira desenvolve uma prática transdisciplinar onde arquivo, colagem e imagem em movimento reconstroem narrativas feministas que desafiam estruturas de poder dominantes.

Estefânia r. explora a resistência como gesto incorporado, interrogando limites físicos, sociais e simbólicos através de ações de ruptura e afirmação.

Virgínia de Diego trabalha a forma pela acumulação, repetição e densidade, construindo composições que sugerem processos de sedimentação, memória e identidade.

Em conjunto, estas artistas desenham uma cartografia sensível onde o íntimo deixa de ser refúgio para se afirmar como lugar de inscrição política, histórica e coletiva, um espaço de parto, permanência e reinvenção.

Estefânia r.