Hoje, a Cinemateca Portuguesa celebra a cineasta Bárbara Virgínia, a primeira mulher a realizar uma longa-metragem sonora em Portugal.

A homenagem inclui duas sessões de cinema e o lançamento da edição em livro-e-DVD de Três Dias Sem Deus, filme exibido há 80 anos na primeira edição do Festival de Cannes.

É com enorme alegria que fazemos parte desta celebração. No âmbito do ciclo As Pioneiras do Cinema Português, a Cinemateca Portuguesa exibirá duas produções da Um Segundo Filmes, realizadas pela cineasta Luísa Sequeira: As Pioneiras do Cinema em Língua Portuguesa e Quem é Bárbara Virgínia?

Às 18h, a Cinemateca Portuguesa, em parceria com a Livraria Linha de Sombra, apresenta ainda a edição em livro-e-DVD de Três Dias Sem Deus

Esta edição inclui vários conteúdos extra, entre os quais o trailer original do filme — cujo som foi preservado — e o novo documentário de Luísa Sequeira, Esse Olhar Que É Só Teu, produzido pela Um Segundo Filmes.

O volume reúne ainda textos de Ana Cabral Martins e Ricardo Vieira Lisboa.

Le Trésor des Îles Chiennes

Hoje, no último capítulo de Em Cada Olhar, Um Forasteiro, exibimos o filme Le Trésor des Îles Chiennes, do realizador francês F.J. Ossang.

Ao som da banda francesa Messagero Killer Boy, da qual Ossang é vocalista, este filme distópico transporta-nos para um universo pós-atómico marcado por uma crise energética, onde a paisagem vulcânica do Faial surge simultaneamente como metáfora de um fim e de um recomeço.

27 de Maio, às 19h15
Cinema Batalha

A programação da Seleção Nacional  do Centro de cinema Batalha conta com a curadoria de Carlos Natálio, Joana Gusmão e Luísa Sequeira. Programa desenvolvido com o apoio da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema.

Lançamento do livro-dvd “TRÊS DIAS SEM DEUS”

Lançamento do livro-dvd “TRÊS DIAS SEM DEUS” de Bárbara Virgínia integrado no Ciclo “As Pioneiras do Cinema Português” na Cinemateca Portuguesa. Numa edição que inclui uma série de extras (entre eles um novo documentário de Luísa Sequeira, ESSE OLHAR QUE É SÓ TEU),

livro-dvd “TRÊS DIAS SEM DEUS”


Apresentação com Ana Cabral Martins, Sara Marques e Ricardo Vieira Lisboa
A Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema apresenta o livro-DVD com a nova cópia digital restaurada e legendada dos materiais sobreviventes da primeira longa-metragem
de ficção sonora realizada por uma mulher em Portugal, TRÊS DIAS SEM DEUS (da qual restam apenas 32 minutos), numa edição que inclui uma série de extras (entre eles um
novo documentário de Luísa Sequeira, ESSE OLHAR QUE É SÓ TEU), e que vem integrada num livro que conta com textos de Ana Cabral Martins e Ricardo Vieira Lisboa e a reprodução fac-similada da planificação anotada do filme, que permite compreender melhor como terá sido o filme a data da estreia. ( Fonte: cinemateca Portuguesa)

Lançamento do DVD : Dia 29 de maio às 19 horas na livraria Linha de Sombra

Livro-dvd “TRÊS DIAS SEM DEUS” de Bárbara Virgínia com “ESSE OLHAR QUE É SÓ TEU” de Luísa Sequeira

“ESSE OLHAR QUE É SÓ TEU” de Luísa Sequeira, produzido pela Um Segundo Filmes

Filmes de Luísa Sequeira na Cinemateca no ciclo “As Pioneiras do Cinema Português”.

AS PIONEIRAS DO CINEMA EM LÍNGUA PORTUGUESA
QUEM É BÁRBARA VIRGÍNIA?
filmes de Luísa Sequeira
Portugal, 2017-2023 – 15, 77 min

AS PIONEIRAS DO CINEMA EM LÍNGUA PORTUGUESA ( Luísa Sequeira)

Duração total da projeção: 92 min | M/12

QUEM É BÁRBARA VIRGÍNIA? é um “roadmovie documental” onde uma realizadora, Luísa Sequeira, procura os vestígios da carreira multifacetada de Bárbara Virgínia, a primeira mulher a realizar uma longa-metragem sonora em Portugal. “Este é um trabalho de arqueologia emocional e humana que traz à tona a vida e a obra de uma mulher que muito fez pela cultura lusófona”. Filmado em Portugal e no Brasil, este é um documentário intimista coberto pelo luto. É que quatro dias após Luísa Sequeira aterrar em São Paulo para a entrevistar, Bárbara Virgínia morreu (aos 91 anos), sem que as duas se chegassem a conhecer. A abrir a sessão apresenta-se o episódio piloto da série AS PIONEIRAS DO CINEMA EM LÍNGUA PORTUGUESA, através da qual Sequeira apresenta a história de várias mulheres cineastas. Neste primeiro e único episódio (a série ainda não conseguiu financiamento), refere-se o trabalho de algumas das primeiras realizadoras internacionais (Alice Guy-Blaché, Lotte Reiniger) e foca-se na figura de Carmen Santos, atriz e realizadora brasileira nascida em Portugal. “Uma reflexão filmada acerca do lugar atribuído e negado a mulheres cujas visões e criatividade essenciais resistiram ao apagamento que lhes foi sendo dedicado” (Maria João Madeira)

Parto e Permanência

Bárbara Fonte, Estefânia r., Luísa Sequeira, Virginia de Diego

Instalação Audio Visual

16 Mai — 20 Jun, 2026

Adorna
Rua do Rosário 147, Porto

“Parto e Permanência” imagem de Luísa Sequeira

“Parto e Permanência” afirma-se como um espaço de encontro entre o íntimo e o político, partindo da convicção de que aquilo que foi muitas vezes remetido para a esfera privada, o corpo, a maternidade, a família, a memória e a linguagem, constitui, na verdade, um território profundamente colectivo, atravessado por relações de poder, heranças culturais e gestos de resistência. Ao reunir as práticas de Bárbara Fonte, Estefânia r., Luísa Sequeira e Virgínia de Diego, esta exposição propõe uma reflexão sobre formas de existência, transmissão e transformação inscritas na experiência feminina.

Não será por acaso que aqui se convocam mulheres que, de diferentes modos, evocam a figura das pioneiras, das parturientes, das mães-corpos-que-geram, sustentam, transmitem e permanecem. Mais do que um lugar de origem, o parto surge como metáfora de criação e continuidade.

Bárbara Fonte remete à construção simbólica da figura feminina no contexto português, articulando referências religiosas e culturais que moldaram historicamente os papéis de género.

Luísa Sequeira desenvolve uma prática transdisciplinar onde arquivo, colagem e imagem em movimento reconstroem narrativas feministas que desafiam estruturas de poder dominantes.

Estefânia r. explora a resistência como gesto incorporado, interrogando limites físicos, sociais e simbólicos através de ações de ruptura e afirmação.

Virgínia de Diego trabalha a forma pela acumulação, repetição e densidade, construindo composições que sugerem processos de sedimentação, memória e identidade.

Em conjunto, estas artistas desenham uma cartografia sensível onde o íntimo deixa de ser refúgio para se afirmar como lugar de inscrição política, histórica e coletiva, um espaço de parto, permanência e reinvenção.

Estefânia r.