“Esse Olhar Que é só Teu” estreia no IndieLisboa


“Duas mulheres partilham o mesmo espaço, num outro tempo. Ao contemplar o olhar de ambas, surge uma questão: porque será que uma delas é provavelmente a mulher portuguesa mais conhecida no mundo, enquanto a outra foi quase apagada da nossa História e memória colectiva. Neste filme-poema, convoco uma imagem, para tentar decifrar o olhar enigmático da cineasta Bárbara Virgínia.”

“Esse Olhar Que é só Teu” estreia no IndieLisboa

“Esse Olhar Que é só Teu” de Luísa Sequeira vai ser exibido com o “Velho Salazar” de João Botelho.
Dia 30 às 22 horas no Cinema São Jorge
Realização e montagem : Luísa Sequeira
Música original: Lea teragona
Imagem: Luísa e Sama
Pós produção: Victor
Produção: Um Segundo Filmes / Humberto Rocha / Pedro Medeiros

Seleção Nacional, “Em Cada Olhar, Um Forasteiro”

Tem sido um enorme prazer co-programar a Seleção Nacional, em parceria com Carlos Natálio e Joana Gusmão. “Em Cada Olhar, Um Forasteiro” marca o quarto capítulo desta seleção. Nesta quarta-feira, às 19h15, no cinema Batalha, será exibido “Scenes from the Class Struggle in Portugal” de Philip J. Spinelli e Robert Kramer.

“Scenes from the Class Struggle in Portugal” de Philip J. Spinelli e Robert Kramer.

“A revolução e o fim do regime foram chamarizes de olhares estrangeiros sobre o nosso país, quase anónimo no mapa mundial. Estes forasteiros ansiavam pelo tal sonho que comandava a vida e foi nesse ímpeto de documentar uma revolução branda e poética que os cineastas americanos Robert Kramer e Philip J. Spinelli se mudaram para Portugal para filmar Scenes from the Class Struggle in Portugal, um retrato de um país que finalmente caminhava para a liberdade.”

Seleção Nacional- “Em Cada Olhar, Um Forasteiro” programação de Carlos Natálio, Joana Gusmão e Luísa Sequeira.

Homemagem a Raquel Soeiro de Brito no âmbito do Porto Femme

Homenagem a Raquel Soeiro de Brito

Organizada pela associação XX Element Project, a nona edição do Festival Internacional de Cinema “Porto Femme”, que decorre até domingo em várias salas da Cidade Invicta, prestou homenagem a Raquel Soeiro de Brito, geógrafa, investigadora e cineasta que celebrou recentemente o centenário do seu nascimento, e que realizou alguns trabalhos sobre Macau.

Conversa com Ana Catarina Pereira

Sessão As Pioneiras do Cinema Português com Ricardo Vieira Lisboa

Raquel Soeiro de Brito e Luísa Sequeira

O QUE ACONTECEU ÀS PIONEIRAS DO CINEMA?WHAT HAPPENED TO THE WOMEN PIONEERS OF CINEMA?

Com Ana Catarina Pereira, Luisa Sequeira, Ricardo Vieira Lisboa e moderação de Ana Sofia Pereira.
22 de abril, Cinema Batalha no âmbito do Porto Femme

Uma conversa sobre a presença das mulheres na história do cinema, partindo do seu apagamento histórico e das invisibilidades que continuam a re-petir-se. Entre mitos, ficções e verdades não reve-ladas, propõe-se refletir sobre a importância dos arquivos das mulheres e o seu papel fundamental na recuperação, preservação e reativação destas histórias.


A conversation about the presence of women n the history of cinema and their historical and on-going erasure. Between myths, fictions and unita truths, we reflect on the importance of archives ont their fundamental role in salvaging, preserving and bringing back to light these women’s stories.

Ana Sofia Pereira, Ricardo Vieira Lisboa, Luisa Sequeira e Ana Catarina Pereira.

Mostra de Videoarte Curare

Curare (Curadoria de Luísa Sequeira)

Festival Porto Femme / Local: Galeria Nuno Centeno

Inauguração 18 de Abril às 17h30

Etimologicamente, a palavra curadoria vem do latim curare, que significa literalmente cuidar e, ao mesmo tempo, curare é um potente veneno de ação paralisante… As mulheres sempre foram associadas ao papel de cuidadoras, mas em contextos privados, como cuidar dos filhos, dos pais ou de familiares doentes, ou seja, um trabalho não remunerado que sustenta a economia invisível. A presença das mulheres no espaço público é uma conquista recente, e longe de estar concluída. Por isso, tantas artistas assumem a curadoria como extensão da sua prática: um gesto de reivindicar um espaço que sempre lhes foi negado.

Enquanto curadora, interessa-me criar uma tessitura — convocar diferentes trabalhos para dialogarem entre si. Este gesto de montagem, historicamente associado ao feminino, sobretudo no cinema, serve de ponto de partida para este programa.

“De la femme”, é um ensaio visual de Caterina Cucinotta e Jesús López, que convoca a montadora russa Elizaveta Svilova (1900-1975) para estabelecer uma ligação entre moda e cinema, aproximando a profissão de costureira à de montadora. Ao fazê-lo, resgata também um tempo em que muitas mulheres desempenhavam um papel central na montagem cinematográfica.

O segundo vídeo mantém uma forte relação com a moda e com a roupa que acumulamos. Estefânia Almeida apresenta a performance-manifesto “Não estou à venda”. Desde a organização das peças até à sua desconstrução performativa, esta ação reivindica liberdade e recusa identidades fixas.

Nesse fluxo surge o terceiro vídeo, “Intrusa[s]”, de Cristina Cavalcanti, inspirado na história de Kathrine Switzer, a primeira mulher a correr oficialmente a Maratona de Boston, que foi violentamente ameaçada pelo diretor da prova. Este trabalho reflete não apenas este episódio, mas todos aqueles em que mulheres foram acusadas de invadir espaços considerados exclusivamente masculinos — muitas vezes com os seus corpos também invadidos por mãos masculinas.

O quarto vídeo é da minha autoria, surge através da mão e do gesto, “Espectros eletromagnéticos #1”, é um vídeo que convoca imagens de várias artistas, mediadas pela luz de um ecrã. Estas mulheres atravessam um portal ao som de Maya Deren (1917-1961). E numa homenagem  implícita  no título “Ashes of the Afternoon (134 mortes)”, a artista Márcia Bellotti  também convoca a cineasta experimental para abordar de forma surrealista, o gesto e a violência presente no quotidiano das pessoas transexuais no Brasil.

“Quebrando o Cobrão”, de Maria Inês Gomes apresenta uma Maria que quase parece a figura da “morte” de Maya Deren, numa tentativa de desfazer um antigo quebranto. Ficção e crença entrelaçam-se num percurso pelos “cantos” ancestrais da serra, onde tradição e intimidade se cruzam.

Por fim, num encontro entre ficção científica e realidade, Ana Vilela apresenta “Clitorian Space Travel”, uma homenagem ao Clitóris, um órgão historicamente negligenciado — cuja real extensão só foi descrita em 1998, a partir do trabalho da urologista Helen O’Conor.Tal como um Ouroboros, este ciclo de vídeos em loop funciona como um eterno retorno, estabelecendo uma ligação contínua entre todas as obras — do primeiro ao último vídeo.

Seleção Nacional / Em Cada Olhar, Um Forasteiro 

Com o intuito de pensar, valorizar e divulgar o património fílmico nacional, o Batalha comissaria um ciclo anual inteiramente dedicado ao cinema português e à sua história, com uma cadência quinzenal às quartas-feiras. Trata-se de um programa abrangente e organizado tematicamente, composto por obras fundamentais para revisitar e recontextualizar as matrizes do nosso cinema. A segunda edição deste programa, pensado por uma equipa convidada, propõe uma seleção de filmes que se debruçará sobre os diversos territórios e transgressões do cinema nacional de diferentes épocas. 

O programa iniciou-se em setembro de 2024, explorando os subsolos do cinema português. Dali seguiu para o fogo dos amores trágicos. Depois, deteve-se na fluidez do crescimento e nas suas fricções. Esta viagem, que começara na solidez — da terra e da ideia —, culmina na volatilidade, na circulação do olhar. Pergunta-se então: que olhares constroem o cinema português? Em Cada Olhar, Um Forasteiro é o título ciclo

A programação da Seleção Nacional conta com a curadoria de Carlos Natálio, Joana Gusmão e Luísa Sequeira. Programa desenvolvido com o apoio da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema.

Dia 25 de março vamos exibir no âmbito no Batalha, centro de Cinema da programação “Seleção Nacional / Em Cada Olhar um Forasteiro” o filme “Terra Estrangeira” realizado por Walter Salles e por Daniela Thomas.

“Terra Estrangeira” realizado por Walter Salles e por Daniela Thomas.

Nas palavras de Walter Salles, “Terra Estrangeira aborda uma sensação de não pertença e de orfandade que os anos Fernando Collor de Mello realçaram. Esse exílio é ao mesmo tempo político, económico e existencial”. É nesta onda de angústia nacional que o brasileiro Paco atravessa um oceano para chegar a Portugal. Lá, encontra outros brasileiros que se sentem cada vez mais estrangeiros, entre eles, Alex (Fernanda Torres) e Miguel (Alexandre Borges).

Mais informações sobre a programação da Seleção Nacional: Em Cada Olhar, Um Forasteiro no site Batalha Centro de Cinema

Exibição do filme “O Que Podem as Palavras” no âmbito das comemorações do dia Internacional da Mulher em Almada.

Conversa com Luísa Sequeira e Manuela Tavares após exibição do filme “O Que Podem as Palavras”. Organizado pela UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, MDM – Movimento Democrático de Mulheres, AMPLOS – Associação de Mães e Pais.

A exibição e a conversa decorreu no dia 9 de março no âmbito das comemorações do dia Internacional da Mulher em Almada. Salão da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (SFIA)

Cine Amadora 2026

Programação e curadoria artística da 3ª edição do Cine Amadora – Mostra dedicada ao cinema dos países de língua portuguesa, integrando uma programação diversificada que inclui exibições, workshops e masterclasses, de acesso gratuito ao público. A edição contou com a participação de diversos artistas convidados, destacando-se a realização de um cineconcerto por Tó Trips e Helena Espvall, que musicaram ao vivo o filme “Os Faroleiros” (1922). Este ano o realizador homenageado foi o Basil da Cunha e a  Escola Superior de Teatro e Cinema.

Realizador Basil da Cunha com Luísa Sequeira

O encerramento do Cine Amadora foi marcado por um cine-concerto especial: Os Faroleiros (1922), acompanhado ao vivo por Tó Trips e pela violoncelista Helena Espvall.

Os Faroleiros” (1922) musicado ao vivo por Tó Trips e Helena Espvall

HerCinema de Luísa Sequeira

HERCINEMA
LUÍSA SEQUEIRA
Palestra/Performance @fotografialusofona
Nesta palestra performática, Luísa Sequeira apresenta HerCinema, uma proposta in media res que convoca imagens de arquivo reativadas para criar uma nova narrativa cinematográfica. Num gesto de resistência e memória, a artista convoca mulheres apagadas pela história dominante do cinema, devolvendo-lhes voz e presença.
HerCinema configura-se como um espaço de montagem, imaginação e criação, onde o female gaze desafia representações hegemónicas e reinscreve a mulher enquanto narradora, autora e produtora de sentido. Através da reconfiguração do arquivo, emergem novas perspetivas — poéticas, políticas e feministas.

HerCinema / Luísa Sequeira



Luísa Sequeira é artista, realizadora, curadora e investigadora independente. O seu trabalho, ancorado no arquivo e no cinema expandido, reativa narrativas feministas silenciadas e desafia estruturas hegemónicas de representação.
Juntamente com o artista Sama, é cofundadora da Oficina Imperfeita, um espaço dedicado a práticas anti-hegemónicas.
A sessão será conduzida por Ângela Ferreira e é promovida pela fotografia lusofona e pelo Mestrado em Fotografia, no âmbito da Unidade Curricular Seminários Interdisciplinares, conectando estudantes, artistas e investigadores num espaço de reflexão crítica sobre práticas artísticas contemporâneas

  • SAVE THE DATE + 17 de dezembro | 15h
    → Entrada livre Universidade Lusófona
HerCinema de Luísa Sequeira

Seleção Nacional, sob o mote “A Pedra Ainda Espera Dar Flor”

Seleção Nacional, sob o mote “A Pedra Ainda Espera Dar Flor” com curadoria de Carlos Natálio (professor e crítico de cinema), Joana Gusmão (produtora e programadora) e Luísa Sequeira (artista, cineasta e programadora), o programa inspira-se no título de um livro de Raul Brandão para refletir sobre a representação da infância, adolescência e entrada na idade adulta no cinema português.

Seleção Nacional, sob o mote “A Pedra Ainda Espera Dar Flor”

No novo capítulo de Seleção Nacional, sob o mote “A Pedra Ainda Espera Dar Flor” terminamos o ano, com   “Lavado em Lágrimas”, de Rosa Coutinho Cabral, apresentado no dia 10 de dezembro. O filme conta a história de Ana, órfã de mãe e negligenciada pelo pai, que enfrenta em silêncio um drama a solidão, até ao encontro com João, jornalista que tenta resgatá-la daquele destino.

A programação arrancou  a 10 de setembro com “A Cara Que Mereces”, a primeira longa-metragem de Miguel Gomes, que acompanha um homem em plena crise de meia-idade, reticente com a chegada à idade adulta.“Verão Danado”, de Pedro Cabeleira, um olhar sobre a intensidade e o desassossego de uma geração. Uma Rapariga no Verão”, de Vítor Gonçalves, retrato sensível do crescimento e das inquietações de uma juventude que ambiciona mais do que lhe é dado.

Sofia e a Educação Sexual”, a estreia de Eduardo Geada. Rodado em plena ditadura e proibido até ao 25 de Abril, o filme mostra o regresso de uma jovem a Cascais, onde se depara com uma sociedade burguesa marcada pela hipocrisia e decadência. Esta sessão contou com a presença de Eduardo Geada que conversou com Luísa Sequeira.

 “Os Mutantes”, de Teresa Villaverde, terceiro filme da realizadora, que acompanha três adolescentes lisboetas, sobreviventes de lares disfuncionais que encontram na amizade a comunidade possível.